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Aug. 12th, 2009

Aspirações

    Sei lá como é o céu, tampouco sei se este lugar existe. Mas sei que, para onde quer que vamos quando morremos, nada desta vida vai com a gente. Dinheiro, casa, carro... O que fica mesmo é o que você fez. Por isso, não quero viver em vão. Seja na área ambiental ou humanitária, quero sair em busca da justiça, pois sei que há no fundo uma solução para cada causa aparentemente perdida. 

Olga Benário Prestes disse: "Eu não sei o que quero ser. Mas sei o que não quero me tornar." Eu não quero ter sucesso profissional e me acomodar, me tornando mais uma cidadã alheia aos problemas da minha cidade, do meu país, do meu mundo. Quero fazer parte não dos problemas, mas das soluções.

    Para assim, quando eu estiver bem velhinha, poder sorrir em paz - mesmo sem dentes, mas com a consciência limpa de que, na minha vida, fiz coisas que eu - não os outros - julguei importantes. Sem arrependimentos, quero olhar para trás, sentir orgulho da minha humilde história e poder dizer, com um suspiro de satisfação, que tudo valeu a pena: eu fiz meu próprio destino e me transformei naquilo que acredito.
    Como farei tudo isso, ainda não sei. Mas deixa comigo, que no caminho eu descubro. ;)

Já dizia Raul Seixas: "Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo."

Aug. 11th, 2009

Flautista

O flautista

    Num mundo onde a estética e a imagem são cada vez mais valorizados e onde a ditadura da boa aparência predomina, o que é verdadeiramente belo foi abandonado, esquecido. Os valores se inverteram. É melhor ser rico e arrogante do que ser pobre e gentil. O amor, a humildade - tudo se banalizou na sociedade atual. E os sinais estão por todos os lados.
    Certa vez um episódio me fez refletir muito sobre isso. Eu estava numa lanchonete e enquanto sozinha saboreava meu açaí (hmm muito bom!), um músico andarilho veio sorrindo até um casal na mesa ao meu lado, e com uma flauta começou a tocar "como é grande o meu amor por você". Era um velhinho simpático de barbas e cabelos grisalhos. A expressão no rosto do artista enquanto soprava a flauta transferia sentimento na música de uma forma que me encantou. Mas o casal, frio, mal deu importância a música e permaneceu indiferente a presença do homem. O artista parecia invisível aos olhos dos dois, que conversavam sem sequer olhar para ele. Em poucos segundos e numa tremenda falta de educação, eles se levantaram e mudaram de mesa.
    No mesmo instante um grupo de jovens em outra mesa começarou a zombar do flautista, rindo da situação. A cena me deixou boquiaberta. Esse povo não tem vergonha na cara, não? O velho músico continuou tocando como se não fosse com ele. Ao final da música fiz um sinal pra que ele viesse até minha mesa e o entreguei uns trocados parabenizando-o e dizendo que adorei. Ele sorriu e agradeceu, depois foi a mais duas mesas que também deram umas moedinhas, e assim que recebeu todas elas, disse em voz alta: "Antes de ir embora, tocarei uma música em homenagem aos bondosos de coração aqui presentes, porque são vocês que me mostram que nem tudo está perdido nesse mundo!"
Quando terminou, alguns bateram palmas, outros não. O simpático flautista então saiu, desejando uma boa noite a todos.

Apr. 24th, 2009

Amores e tudo mais

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim
que amava Lili que não amava ninguém"

(Carlos Drummond de Andrade)

Por que cargas d'água existe o amor não correspondido? Essa é uma das perguntas que assombram a humanidade há séculos. Não há quem não tenha passado por isso no mínimo uma vez na vida, assumindo o papel ou de apaixonado, ou de quem não corresponde ao apaixonado.

E eu não sou exceção, é claro. Já dei delicados foras e tive minhas desilusões regadas a lágrimas e lamentações. Mas nunca encarei as coisas como o fim do mundo. Acho que o maior problema das pessoas está na forma como traduzem e lidam com as coisas do amor. Se pararmos pra pensar, nada é de fato complicado, somos nós, homens e mulheres, quem complicamos!  Não sou Ph.D em relações amorosas, muito pelo contrário - busco o muito que tenho a aprender analisando os erros dos outros e prestando atenção pra não repetí-los.

Vejo pessoas de todo o tipo tomando atitudes tolas ao irem atrás de quem não está nem aí, com a falsa esperança de um final feliz, se iludindo e se apegando ao outro de uma forma descontrolada, pondo fichas em relacionamentos que são um caso perdido ou já estão extremamente desgastados. Sempre com algo em comum: o  medo de encarar a dura realidade. Uma realidade nem tão dura assim, a nao ser que queiramos interpretá-la dessa maneira.  Você tem sempre duas opções. Ou vê o a desilusão/fim como se fosse uma coisa normal ou sofre por ter perdido o amor da sua vida que na verdade não é ele, porque se fosse era pra ter sido.

Aí vem fulano de tal e me diz que falar é fácil, mas sentir na pele como é difícil - ás vezes quase impossível -se libertar de certos sentimentos, é outra história. Mas na minha opinião, o amor, como tudo na vida, é uma questão de escolha. Pode me chamar de fria e calculista, mas a partir do momento que vejo que a situação amorosa a qual me encontro não está me fazendo bem e não há como revertê-la, pulo fora. E quando recebo um fora, fico decepcionada, obviamente, mas logo logo me consolo com a idéia de que foi melhor assim.

Bom senso e pés no chão nunca são demais - são qualidades tão nobres quanto a espontaneidade e a sinceridade numa relação. Há de se ter uma boa parcela de auto-conhecimento pra saber ouvir a prória intuição e identificar a hora de dizer para o coração quem manda ali. Ser forte o suficiente pra gritar para o sentimento: "CHEGA! EU QUERO SER FELIZ!" E bola pra frente, afinal tem tanta gente legal por aí!

Dec. 25th, 2008

Inteligência artificial

Somos inteligentes para construir computadores capazes de processar milhões de cálculos por segundo. Inventamos máquinas que substituem o trabalho de mil homens e construímos usinas de energia potentes. Nos julgamos "superiores" aos demais animais porque somos capazes de criar vírus e modificar bactérias nos laboratórios. Mas com que objetivo temos realizado tudo isso? E a que resultados tem levado nossas "ações inteligentes"?
    Pesquisas científicas têm se desenvolvido de uma maneira espantosa, encontrando tratamentos para as mais terríveis doenças. Mas nada foi suficiente para encontrar a cura para a pior delas: a tolice humana. Não inventaram, por exemplo, pílulas de bondade e tampouco injeções de paciência. Não fabricaram remédios para o orgulho e a ambição da humanidade.

Como diz o meu querido Calvin, "acho que o sinal mais evidente de que existe vida inteligente em algum lugar do universo, é o de que ninguém até agora tentou entrar em contato conosco." Palmas pra Bill Watterson!

    Tem gente que se pergunta: Será que existe vida inteligente em outro planeta? Eu vos digo: melhor seria se houvesse vida inteligente por aqui mesmo.


Nov. 1st, 2008

freedom

Liberdade, simplesmente

    Como diz Cecília Meireles, "Liberdade é uma palavra que o sonho humana alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."

    Mas hoje, resolvi explicar.
    Liberdade é quando o que faço e penso são a mesma coisa. É quando sigo minha intuição e faço o que quero sem me importar com a opinião de ninguém.
    Ter liberdade, para mim, é não ter vergonha do que sinto nem do que sou. É ter a oportunidade de me expressar por meio da pintura, da música, da arte. É simplesmente plantar bananeira ou dar altos pulos em pleno corredor da escola só porque deu vontade.
    Quando somos impedidos se fazer o que a nossa consciência nos aconselha, seja por motivos externos ou pela própria razão, isto é estar longe da liberdade. É ser infeliz.
    A sociedade é repleta de regras e cada vez mais faz estreitar a liberdade de expressão de cada um. Vivemos como robôs do bom senso e dos bons modos, medindo nossos atos para sermos aceitos e jamais julgados pelos outros.
    Quantas vezes você deixou de fazer algo que queri muito só porque era contra as normas de um local ou considerado antiético? Me diz por que simplesmente não levantou-se no meio daquela reunião chata do trabalho, arrancou a gravata e saiu por aí, caminhando pela cidade?
    Muitos dizem ser livres, mas a liberdade total não existe. Milhões de fibras nos ligam a várias pessoas e situações, e a dependência de umas com as outras sempre existirá.
    Só a nossa mente é capaz de nos libertar, a partir do momento que decidimos pensar em coisas boas, coisas que nos façam viver tranquilamente. A qualquer hora, em qualquer lugar.
A liberdade é leve e simples: basta saber encontrar.

Oct. 31st, 2008

Latinha de coca-cola

    Nesse clima infernal de eleições, algo interessante aconteceu comigo.
    Enquanto caminhava pela calçada, passando -como de costume- por um daqueles pontos de propaganda política que deixa o trânsito caótico ao som de musiquinhas infelizes que temem em não sair da nossa cabeça ("É ela, que renova a esperança...";"É 12, é 12 que o povo quer.."), me deparei com duas jovens andando a minha frente e conversando sobre como a cidade está abandonada, entregue aos políticos corruptos de sempre, e tudo só tende a piorar - quando de repente, uma delas dá meia volta e joga a latinha de coca da mão no canteiro de plantas ao meu lado.
    Ao ver essa cena contraditória, um sentimento de revolta me foi subindo. Quem são elas pra falar de corrupção, quando não exercem sequer sua cidadania, jogando lixo no chão?
    Respirei fundo, apanhei a latinha, caminhei um pouco mais rápido para alcançá-las e disse, sem hesitar
 - Dá licença meninas, boa noite! Vocês não concordam comigo que o próximo prefeito eleito vai ter muito o que fazer nessa cidade?
Nem deixei elas responderem direito e já fui engatando
 - Pois é, mas muitas vezes a mudança depende de nós, e a gente não enxerga. A cidade está super suja, já repararam? Ás vezes uma latinha de coca cola no chão-mostrei a latinha delas na minha mão-é o que faz a diferença. Nao custava nada jogar no lixo.
   
Falei mesmo. E saí andando com a latinha, sem olhar pra trás. Mais a frente, joguei no lixo.
Espero que eu as tenha feito refletir, pelo menos.

Jul. 14th, 2008

Juventude perdida?

Eu queria ter vivido há alguns bons anos atrás, quando as ruas desse nosso país estavam repletas de joves revolucionários, que unidos, faziam barulho e batiam o pé, mostrando a sua indignação contra o sistema e fazendo algo para reverter o que está errado. Hoje, temos uma nação de joves acomodados, uma juventude que, em sua maioria, vive com os olhos semicerrados para os problemas ambientais e socias do mundo. Gente que herdou todas as conquistas dos pais e tios, e que acham que tudo o que era pra ser feito já ocorreu.

Mas muito pelo contrário! Hoje, mais do que nunca, é preciso mudar. Afinal, nós temos mais liberdade, temos tecnologia de ponta e centenas de recursos para poder mudar o mundo, para ensinar à todos o que realmente importa. Mas antes de ensinar, é preciso aprender.  A cada dia, a cada minuto temos oportunidade para tal, só falta abrirmos os olhos para enxergar.

 E é com Interact que venho aprendendo a abrir cada vez mais os olhos para o mundo, para a vida e para tudo o que está a minha volta. O trabalho voluntário uma coisa de louco, sacode a gente de uma forma inexplicavelmente boa, nos põe mais responsáveis e solidários quanto às necessidades alheias.  Me sinto realmente honrada de assumir a presidência deste grupo na gestão 2008-2009 e estou otimista quanto aos grandes projetos e mobilizações que poderemos fazer durante este tempo. Há muito o que ser feito, e vamos dar o máximo para que tudo saia bem e possamos trazer cada vez mais membros para nossa jornada pela paz.

O  nosso lema neste ano rotário é “Realize seus sonhos”. Todo mundo tem grandes objetivos na vida. Se não tiver, vive vagando por aí perdido, sem saber pra onde ir. Os meus são muitos. Mas tem os mais importantes. E ainda tem aquele, o maior de todos. Um objetivo que todos devem encontrar, para então construir sua vida em torno dele. O meu, acho que já encontrei. Quero fazer o máximo que posso para um mundo melhor. Com base nesse, formulo os outros.

 

(Marina Wekid, presidente do Interact Club de Campos Guarus período 2008-2009)

May. 28th, 2008

Ao vento

Sobre o tempo

Ás vezes a gente pensa que o tempo muda tudo, e então percebemos que, na verdade, não muda quase nada. Sabe quando se encontra com algum velho amigo na rua? Você exclama: "Fulano! Minha nossa, como você está mudado!" e é só passar menos 20 minutos de papo com o cara que você percebe: ele continua com aquela mania de levantar a sombrancelha esquerda.
A gente pode ter mudado a aparência, a postura e até a cor dos olhos. Mas o olhar continua o mesmo, o jeito, imutável. Pois a própria personalidade ninguém te tira - cada um nasce com a sua e nem adianta querer remodelá-la. O caráter, sim, é o que construímos desde a infância, e que temos o poder de renovar a cada dia, melhorando atitudes e pensamentos.
A gente muda de cabelo, muda de casa e de país, muda de amores e de colegas - mas os amigos nunca mudam com a gente. A gente troca a cor do cabelo, emagrece, engorda, põe aparelho e tira-o dos dentes - mas o modo de sorrir continua o mesmo.
Tuda muda, mas muda muito pouco. A essência muda quase nada. (;

Apr. 23rd, 2008

yoga

Versos Alados

Cá entre nós,
quem sabe das coisas, a final de contas?
eu, não.
finjo que sei às vezes, mas não sei.


 Se ninguém é perfeito, 
porque eu haveria de ser?

o mundo exige que eu seja forte, 
e é assim que tento,
ou ao menos finjo ser

se, se sentir fraca já é ruim,
parecer ser é pior ainda.

não tenho religião
sigo meu coração
ouço minha intuição

respiro fundo,
procuro ir em frente
mas a vida confunde a gente
nos mostra caminhos opostos
pessoas muito diferentes

mas tenho um mundo inteiro lá fora
pra quê me limitar à minha casa, à minha escola?
há tanto o que explorar,
há tanto o que aprender.
Child

Castelos no ar

 E num piscar de olhos,
anos se foram
mas você não percebeu
viveu existindo,
existiu sem viver

deixou o melhor para o fim
agora o fim chegou
o que lhe restou?

sentado, viu a vida passar
mas só agora se dá conta
seus belos
 sonhos se tornaram 
simples castelos no ar.

Apr. 3rd, 2008

Mirror

Grávida aos 17

 Eu ontem sonhei que estava grávida, com 17 anos e um barrigão. Muito triste, imaginava a minha vida sendo arruinada e via aquele fato como um castigo. Uma gravidez precoce! Não teria mais tempo para botar todos meus planos em prática. Via a  possibilidade de realizar meus sonhos cada vez mais longe, inalcançável. Aquele serzinho inocente atrapalharia tudo! Mesmo com a surpresa, não pensava em abortar. Lembro de mamãe dizendo que ia cuidar muito bem de seu netinho e que estava muito feliz com a notícia. Acordei apavorada, apalpando minha barriga no desespero de encontrar a forma arredondada que tanto temia. Então, aliviada, percebi que continuava apenas com aquelas gordurinhas abdominais. Pela primeira vez, dei graças a Deus por tê-las. 
Sinistro!


Costumo enxergar todos meus sonhos e pesadelos como mensagens que o inconsciente nos manda. A minha interpretação desta vez foi que eu preciso tomar cuidado com o que faço hoje, para não comprometer minhas metas pro futuro amanhã. Parar de adiar tanto umas coisas que estão ao meu alcance há tempos ou prestes a serem alcançadas, mas que não faço por pura preguiça ou acomodação.
Preciso botar a mão na massa, porque no fim, quando eu estiver bem velhinha, me arrependerei piamente de tudo o que deixei de fazer por pura bobagem ou medo de me arriscar.
Sem dúvida alguma, a hora de agir é agora.

Mar. 15th, 2008

Zangada

A neblina cobriu o sol

(...)Sou aquela sensível por dentro que adora fazer de conta que é forte por fora. Pena que o que magoa vai ficando guardado, acumulando mesmo sem eu perceber. Chega então uma hora que uma coisinha à toa era perfeitamente o que faltava pra fazer tudo transbordar - ou pelos olhos, ou em forma de estresse. Dessa vez, como raramente acontece, foi do primeiro modo.(...)"Mas que carinha é essa, minha filha?" É nessas horas que desabo. Sempre com a figura materna por perto. Só Rosa Maria me deixa realmente à vontade pra chorar, porque para ela não preciso mostrar que sou forte, não preciso fingir nada - ela me vê chorar desde que vim ao mundo, quando fazia birra por teimosia - tá bem, isso eu ainda faço- e, principalmente, já me viu nas piores situações, sem força pra levantar-me, só com o desejo de chorar, chorar, e deixar as lágrimas levarem toda a dor, até que venha o alívio. Com essa mulher ao meu lado, acima de tudo minha amiga, não tenho vergonha de nada. Foi no seu ventre que me desenvolvi, e é ainda sob seu olhar e cuidados que venho crescendo, amadurecendo e me tornando independente. Minha mãe é meu porto seguro, e sempre será. 
E como todo tempo ruim acaba indo embora, tô achando que amanhã o sol vai fazer o favor de aparecer pra mim. (;

Mar. 11th, 2008

Cruise

Lula gigante

Armonia | Cabine 8219
22 de Fev. de 2008, sexta-feira, às 18h.

- Marina! Onde você vai, minha filha? - pergunta mamãe.
- Vou nadar por aí. - digo eu, enquanto me encaminho para a porta.
Meus pais se entreolham, e por alguns segundos sinto um ar desconfiado que logo se transforma em rostos de deboche. 
- Nadar? De calça jeans e mochila nas costas, a essa hora, e ainda com o navio andando? - papai pergunta, sínico, segurando o riso.
- Nadar nos pensamentos, pai. Mergulhar bem fundo, enquanto meus pensamentos vagam comigo por aí. - respondo, sem perder a pose.
- Ah, tá... Mas vê se não se afoga, viu? Ali, pega o colete salva-vidas! - Dona Rosa sugere, já com um sorrisinho sarcástico nos lábios.
- E se você encontrar com uma lula gigante também, me avisa!
Enquanto a porte se fechava atrás de mim, ainda ouvia suas gargalhadas.

Vejam só. Até meus pais fazem piada dessas minhas viajens! Ah, tudo bem. Sou feliz assim: aqui, com pensamento lá, refletindo, observando, analisando - constantemente. Mas tem vezes que dá vontade de parar de pensar. Congelar a mente, esquecer de tudo. Mergulhar bem fundo mesmo. Meditar. Eu em paz comigo mesma. Daquela paz que não precisa mentir.
;D

Mar. 3rd, 2008

Free

Para um amor que ainda não tive

Guarapari, 11 de janeiro de 2008.

Só quero que você saiba que, para que eu viva feliz, é preciso que, independente de qualquer coisa, eu me sinta livre, à vontade para fazer o que o coração e a razão me convém, com a consciência limpa, sem machucar você nem a ninguém.  
Gostar de alguém, acima de tudo, significa deixá-la livre, e para isso, é preciso confiar. Confiança, assim como a cumplicidade, se adquire não em determinado tempo, mas quando o sentimento é sincero, leve e gostoso de se viver - sem aquela presença constante da insegurança, do ciúmes e da intolerância, dentre outras coisas que só fazem pesar e desgastar a relação.
Nossos caminhos se encontraram e hoje eu agradeço a Deus por isso, mas é preciso não esquecer que, embora nós estejamos juntos pelo coração,
 jamais teremos o direito de algemarmos um ao outro, impedindo de que um faça algo contra os conceitos do outro, pois cada um tem seus próprios sonhos e a necessidade de realizá-los. Esses grandes objetivos têm o poder de mexer com o destino e nos separar um dia. São as contradições da vida, e se um dia tiver que ser, vai ser. Guardarei na memória cada momento lindo, e a certeza de que tudo valeu a pena.


Já dizia Bryan Adams, em mil novecentos e bolinhas: "To really love a woman, you've got to give her wings when she wants to fly."

Feb. 2nd, 2008

Lanterna

Botões pensantes

Sabe, eu fico aqui pensando com meus botões....
E se fizessem uma pesquisa voltada aos jovens senão do brasil, pelo menos de Campos, com a seguinte pergunta: Como voce se vê daqui a duas décadas? Acho que a maioria provavelmente responderia algo previsível. Alguma coisa parecida com ganhar muito dinheiro, ter fama e influência, arranjar empregão, formar família, morar numa residencia maravilhosa com um carrão na garagem e uma casa de praia a sua espera nos fins de semana. E nada mais que isso.

Bobagem.

A cada dia percebo o quão acomodada está essa juventude do seculo 21. A grande maioria dominada por um individualismo fútil um egoísmo vergonhoso. Cadê o epírito revolucionário desse povo, meu Deus? A vida não é só festa e cerveja, e nós mais do que nunca precisamos acordar pra isso. O futuro de todo o planeta depende de nós, a nova geração. Só pensando assim e agindo corretamente, vamos acabar com essa era de hipócritas egocentricos.

Mas eu tenho esperanças. Sempre achei que meu futuro seria muito mais do que casar e ter filhos.
Eu quero fazer o máximo possível pra evitar que o planeta terra vire de cabeça pra baixo. Quero fazer a minha parte, mesmo sabendo que serei aquela "uma em um milhão" que se vê no futuro fazendo algo para coletividade, e não só pensa em seu umbigo.

A questão é que muita gente defende essas idéias corretas, porém não mexe um músculo para botá-las em prática - fica aí, sentado, na frente do computador ou da tv, esperando a boa vontade dos políticos e das grandes empresas.


A humanidade está doente. E essa doença está tão disfarçada, camuflada entre nós, que talvez por isso seja a mais maligna de todas. Uma doença psíquica, justamente da mente humana - bloqueada. Hoje, mais do que nunca, nos comportamos como animais irracionais.A nossa inteligencia, que antes era tida como uma benção, hoje com o uso incorreto, é o verdadeiro sinonimo de ignorância.
Não somos homo sapiens sapiens, mas sim,  homo demens demens - duplamente dementes.

Como diz o sábio Shugueki:
"Só porque ninguém está ouvindo, não significa que não deve ser dito."

Jan. 28th, 2008

=)

Lire & Écrire

Eis por que comecei a escrever, há alguns anos atrás.
Tinha que descobrir quem eu sou e o que desejo ser, que tipo de mulher eu devo me tornar, e o que posso fazer para aperfeiçoar-me.
Escrevo para examinar a mim mesma.
Para libertar pensamentos que me habitam, sejam eles bons ou ruins.
Escrevo com o intuito de desabafar, botar as idéias no lugar.
O papel me conforta, as palavras me acolhem.
Há dias que escrevendo as letras surgem como um alívio, carregando tudo o que me aflige.
Eu me encontro nos livros, nos textos.
A literatura é meu oásis intelectual.


 

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